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terça-feira, 11 de maio de 2010

ESOTÉRICO E EXOTÉRICO


Esotérico - que significa fechado, oculto e interno - é o aspecto universal de todas as doutrinas religiosas há milhares de anos. Já o exotérico é o aspecto externo, que se adapta de cultura para cultura, de povo para povo, que mudam por fora, mas que possuem significados profundos e simbólicos muito parecidos.
Esoterismo é o nome genérico que designa um conjunto de tradições e interpretações filosóficas que buscam desvendar o seu sentido oculto. O esoterismo é o termo para as doutrinas cujos princípios e conhecimentos não podem ou não devem ser "vulgarizados", sendo comunicados a um restrito número de discípulos escolhidos. Tudo o que é esotérico, ou seja, todos os conhecimentos, sejam de qualquer doutrina, é algo não acessível ao público.

Dá-se o nome de exotéricas às práticas que chegam ao conhecimento público, pois normalmente não passam de superficialidade.

O esoterismo refere-se a toda a doutrina que requer um verdadeiro grau de iniciação para a estudar em sua total profundidade. Em contraste, o conhecimento exotérico é facilmente acessível para o público comum e é transmitido livremente.

Segundo Blavatsky, criadora da moderna Teosofia, o termo "esotérico" refere-se ao que está "dentro", em oposição ao que está "fora" e que é designado como "exotérico". Designa o significado verdadeiro da doutrina, sua essência, em oposição ao exotérico que é a "vestimenta" da doutrina, sua "decoração". Também segundo Blavatsky, todas as religiões e filosofias concordam em sua essência, diferindo apenas na "vestimenta", pois todas foram inspiradas no que ela chamou de "Religião-Verdade".

Esoterismo é, segundo dicionário da Enciclopédia Mirador (7ª edição - 1982), "doutrina secreta que alguns filósofos antigos comunicavam apenas a alguns discípulos" e exotérico "que expõe em público (doutrinas filosóficas)". O esotérico é também "relativo ao esoterismo, reservado aos iniciados, profundo, recôndito" e exotérico é ainda "exterior, trivial, vulgar".

Todos os símbolos sagrados, tanto os expressados pela natureza como os adquiridos pelos homens mediante revelação divina, sejam estes gestuais, visuais ou auditivos, numéricos, geométricos ou astronômicos, rituais ou mitológicos, macro ou microcósmicos, têm uma face oculta e uma aparente; uma qualidade intrínseca e uma manifestação sensível, quer dizer, um aspecto esotérico e outro exotérico.

Enquanto o homem leigo, não iniciado, só consegue perceber o exterior do símbolo, pois não conhece a sua conexão com a realidade espiritual, o iniciado procura descobrir nele o mais essencial, o que se encontra em seu núcleo, o que não é sensível, mas sim inteligível, a estrutura invisível do Cosmo e do pensamento, sua trama eterna, ou seja, o esotérico, que constitui o mais profundo do homem e da sua natureza imortal.

Ao tomar contato e identificar-se com essa condição superior de si mesmo e do Todo, constata que signos e estruturas simbólicas aparentemente diversas são, no entanto, idênticas em significado e origem; que um mesmo pensamento ou idéia pode ser expresso com distintas linguagens e roupagens sem alterar o seu conteúdo único e essencial; que as idéias universais e eternas não podem variar, ainda que na aparência se manifestem de modo passageiro.

O Cosmo, a criação inteira, contém uma face oculta: sua estrutura invisível e misteriosa, que o faz possível e que é a sua realidade esotérica, mas que, ao se manifestar, reflete-se em miríades de seres de variadíssimas formas que lhe dão uma face exotérica, sua aparência temporal e mutável. No homem sucede o mesmo: o corpo e as circunstâncias individuais são as que constituem o seu aspecto exotérico e aparente, sendo o espírito o mais esotérico, a única realidade, a sua origem mais profunda e o seu destino mais alto.

Se os cinco sentidos humanos são capazes de mostrar o físico, a realidade sensível, esse sexto sentido da intuição inteligente e da investigação interna, que se adquire pela Iniciação nos Mistérios, permite ver mais além; dá acesso a uma região Metafísica. Essa visão esotérica identifica ao homem com o "Si Mesmo", ou seja, com o seu verdadeiro Ser, sua essência imortal da qual toma consciência graças ao conhecimento e ao lembrar de Si.

Enquanto o exotérico nos mostra o múltiplo e o passageiro, o esotérico nos leva para o único e imutável. Com um olhar esotérico, iremos compreendendo que o espírito do Pai, seu Ser mais interno, é idêntico ao espírito do Filho. Esta consciência de Unidade é a meta de todo trabalho de ordem esotérica e iniciática.

O significado dessas duas expressões nem sempre é do conhecimento dos iniciantes e por isso mesmo, aqui vai um alerta aos menos avisados que se apegam a um sem número de "talismãs", "velas do amor". "gnominho da fortuna", "pedras da felicidade", e por aí vai. Tudo isso é uma tremenda bobagem criada em nome de um pretenso esoterismo, mas que na verdade não passa de um "comércio" de fetiches e amuletos sem o menor valor prático. O contato com seres da natureza, da forma que se pretende fazer, pode até trazer conseqüências bastante desagradáveis para quem não tem conhecimento real sobre como lidar com eles.

Na verdade, as pessoas são levadas a pensar que o contato com Sílfos, Gnomos e outros pequenos seres, sempre lhes será positivo, quando isso não é verdade. Também não é o simples contato com pedras semi-preciosas ou amuletos que vai trazer felicidade, amor ou seja lá o que for. Acender uma vela "especialmente preparada" (as velas são feitas em série) fará a pessoa alcançar a saúde, etc. O verdadeiro esotérico sabe que qualquer amuleto só funcionará quando "energizado" por rituais de consagração especiais, de forma a ligá-lo com a pessoa que dele fará uso e que nem de longe essas peças fabricadas em série teriam ou poderiam ter a força que a elas se atribui. Qualquer estudante do verdadeiro esoterismo, ainda que em seus primeiros passos, sabe que um amuleto em série "se funcionar", será tão somente pela fé daquele que dele faz uso.
por Natan-Kadan  - Visite o Site do autor: www.somostodosum.com.br/b.asp?i=9817

Fonte: http://groups.google.com/group/portal-sg/msg/34ce9d0e05b34830?pli=1

2 comentários:

marcos leite disse...

uma visao de um casebre ou uma mansão linda nao há diferença aos
olhos de um artista , a arte está nos olhos do espirito , da imensidão da claresa dos olhos da criança , sim , se sou artista tenho olhos de criança ,
A arte de ver viver e sentir ...se ofusca no prazer insano da pretensão em um coração seco , amor negado pela vida ao cego de pretensão , e ao poeta
se dá tudo...eu vejo através da arte

marcos leite disse...

uma visao de um casebre ou uma mansão linda nao há diferença aos
olhos de um artista , a arte está nos olhos do espirito , da imensidão da claresa dos olhos da criança , sim , se sou artista tenho olhos de criança ,
A arte de ver viver e sentir ...se ofusca no prazer insano da pretensão em um coração seco , amor negado pela vida ao cego de pretensão , e ao poeta
se dá tudo...eu vejo através da arte